Intoxicação por Metanol em São Paulo: histórias das vítimas e os riscos das bebidas adulteradas

Intoxicação por Metanol em São Paulo: vítimas, riscos e investigações

Intoxicação por metanol: quem são as vítimas em São Paulo

O estado de São Paulo enfrenta uma onda de casos graves de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Até o momento, foram contabilizadas 37 ocorrências, sendo 10 confirmadas e 27 em análise. A substância, normalmente usada em processos industriais, pode causar danos irreversíveis à visão, ao fígado, aos rins e até levar à morte.

De acordo com a Secretaria de Saúde, seis pessoas já faleceram em decorrência do envenenamento, uma delas com laudo confirmando a presença de metanol no organismo. As demais mortes seguem em investigação.

O caso de Rafael Anjos Martins, 28 anos, chamou a atenção. Ele comprou gin em uma adega da Zona Sul e, após ingerir com amigos, foi internado em estado crítico. Atualmente, permanece em coma induzido em Osasco, ligado a aparelhos. Seus amigos também relataram sintomas graves, como perda parcial da visão e dificuldade para respirar.

A designer Radharani Domingos, 43 anos, perdeu totalmente a visão após consumir caipirinhas em um bar nos Jardins. O local foi interditado, e mais de 100 garrafas suspeitas foram apreendidas. Apesar dos tratamentos, os médicos ainda não conseguiram reverter a cegueira.

Bruna Araújo de Souza, 30 anos, passou mal após consumir vodca em um show de pagode em São Bernardo do Campo. Internada em estado grave, apresenta falhas neurológicas e respira com ajuda de aparelhos. O namorado também teve sintomas e está hospitalizado.

Wesley Pereira, 31 anos, ingeriu whisky durante uma festa na Zona Sul. Horas depois, entrou em coma e segue internado no Hospital do Campo Limpo. Além da perda da visão, desenvolveu pneumonia, insuficiência renal e sofreu um AVC.

O advogado Marcelo Lombardi, 45 anos, não resistiu após consumir vodca adulterada comprada em uma adega no Sacomã. Ele perdeu a visão durante a madrugada e morreu por falência múltipla dos órgãos. A família afirma que ele era o “pilar de todos”.

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